HOJE NO ALFABETO - Hoje e sempre eu quero/preciso permanecer: amável, amiga, atenciosa, ativa, calma, carismática, bondosa, companheira, dedicada, enérgica, flexível, forte, guerreira, honesta, humilde, incansável, justa, leal, militante, mulher, negra, organizada, pacífica, querida, responsável, solidária, trabalhadora, útil, valente e vitoriosa.
sexta-feira, 29 de julho de 2011
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Mandela reaparece em público no aniversário de 93 anos
E a ONU reconhece o Dia de Mandela, voltado para dedicação ao voluntariado
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Hoje, eu tive vontade de chorar de mim.
eu tive vontade de chorar de mim.
Enquanto os outros
sorriam.
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Americanos comemoram feriado em homenagem a Martin Luther King
O feriado em homenagem ao 82º aniversário do líder dos direitos civis, Martin Luther King, teve um significado ainda maior para a maioria dos norte-americanos este ano, que tentam ver sentido na violência no Arizona.O Arizona já resistiu à ideia de um feriado federal para Luther King --e no ano passado foi cenário de um afiado debate sobre imigração. Agora, o Estado busca um alívio após o ataque de 8 de janeiro contra a deputada democrata Gabrielle Giffords em um evento público em Tucson.
"A mensagem de Luther King foi sobre a inclusão e o reconhecimento da dignidade humana, dos direitos humanos e da garantia de que todas as nossas vozes seriam ouvidas", disse Perry Imani, um professor da Universidade de Princeton. "Espero que as pessoas no Arizona, em especial, abracem essa parte de sua mensagem. A política no Arizona muitas vezes parecia girar em torno da exclusão de pessoas".
Martin Luther King 3º, diretor do Centro Martin Luther King em Atlanta, disse que a tragédia do Arizona é uma lembrança sombria de que o país ainda não conseguiu alcançar o sonho de seu pai de uma sociedade pacífica.
COMEMORAÇÃO
Barack Obama, sua mulher, Michelle, e as duas do casal, Sasha e Malia, participaram nesta segunda-feira de cerimônia em homenagem a Luther King organizada por voluntários em uma escola de Washington. Michelle Obama, que comemora 47 anos nesta segunda-feira, deve passar o feriado promovendo uma obra voluntária.
Globalmente, 30% dos entrevistados para a pesquisa AP-GfK dizem que vão fazer algo para comemorar o feriado de Luther King este ano, acima dos 23% perguntados em 2006. Cerca de três em cada quatro entrevistados disse que Luther King é merecedor de um feriado nacional.
Segundo Patrick Corvington, chefe da Corporação Nacional de Serviços à Comunidade, mais de um milhão de americanos são esperados para participar de 13 mil projetos em todo o país hoje.
HOMENAGEM
Martin Luther King, que nasceu em 15 de janeiro de 1929, foi morto aos 39 anos. Como pastor em Montgomery, Alabama, Luther King liderou o boicote aos ônibus para protestar contra a segregação no transporte público, que ajudou a lançar um grande movimento por direitos civis.
O feriado foi apresentado no Congresso pelo deputado John Conyers, de Michigan, apenas quatro dias após o assassinato de Luther King, em 4 de abril de 1968, no Tennessee. Mais tarde, naquele mesmo ano, a viúva Coretta Scott King iniciou o Centro Martin Luther King no porão da casa do casal, em Atlanta.
Ela também se comprometeu com a proposta de Conyers --uma homenagem irônica a um homem que normalmente não comemorava seu aniversário. O Congresso demorou quinze anos para simpatizar com a ideia.
terça-feira, 23 de novembro de 2010
MPF/MG quer indenização de R$ 4,5 milhões para quilombolas
A Polícia Militar de Minas Gerais teria cometido uma série de ilegalidades e abusos contra três comunidades do norte do estado
O Ministério Público Federal (MPF) e a Fundação Cultural Palmares ajuizaram ação civil pública pedindo que o Estado de Minas Gerais seja condenado a pagar indenização por danos morais coletivos em virtude de arbitrariedades cometidas pela Polícia Militar mineira contra três comunidades quilombolas: Povo Gorutubano, Brejo dos Crioulos e Lapinha.
Em diversas operações da Polícia Militar, os integrantes das comunidades quilombolas foram, de forma ilegal, ameaçados, algemados e expostos a humilhações públicas. Houve caso em que até crianças de 4, 6 e 7 anos de idade foram detidas.
Em duas oportunidades, os policiais, fortemente armados, agiram a pedido de fazendeiros, sem qualquer ordem judicial que os amparasse. Nessas ocasiões, as ações policiais aconteceram a pretexto de desocupar terras invadidas pacificamente por famílias quilombolas.
Escravos fujões - No primeiro caso, ocorrido em 2006, 15 policiais, fortemente armados e sem mandado judicial, invadiram e destruíram acampamento montado por famílias gorutubanas, apreenderam suas ferramentas de trabalho, algemaram todos eles uns aos outros e conduziram-nos, presos - inclusive três crianças -, num percurso de 60 km, até o quartel da Polícia Militar da cidade de Porteirinha.
Lá chegando, os quilombolas foram mantidos ilegalmente presos e algemados, de pé, na porta do quartel, em pleno centro da cidade, ficando ali expostos por mais de três horas, “qual escravos fujões recém-capturados pelo capitão-do-mato", narra a ação.
Várias testemunhas contaram que, enquanto estavam ali, os fazendeiros que disputam terras com os quilombolas, passavam por eles a todo instante, fazendo escárnio, chacotas, proferindo palavras de ofensa e humilhação.
Para o procurador da República, “o que mais choca nos relatos é que, em pleno século XXI, cidadãos brasileiros foram tratados de fato como escravos rebeldes. A única diferença é que as grossas correntes foram substituídas por algemas. Mas a exposição pública, a humilhação, o desrespeito à dignidade humana, estavam todos lá”.
A prisão dos quilombolas não foi comunicada nem ao promotor de Justiça, nem ao juiz da cidade e eles só foram soltos após a chegada ao local do advogado da associação.
Esse é apenas um dos casos, talvez o mais cruel, narrados na ação, embora os abusos cometidos contra as comunidades de Brejo dos Crioulos e Lapinha também sejam de mesma natureza e igualmente chocantes (veja o inteiro teor da ação, com a descrição completa dos fatos).
Segundo os autores, os efeitos das operações militares, na verdade, não se restringem apenas às comunidades quilombolas diretamente ofendidas: “Esses efeitos espraiam-se, de maneira difusa, a todo o movimento quilombola, cujas comunidades ficam amedrontadas e temerosas de lutar por seus direitos, tendo em vista a violência das operações”.
Recomendação ao Comando-Geral - O MPF acredita que, “embora as condutas desviadas não constituam a tônica da Polícia Militar, não menos certo é que uma clara e firme orientação que parta do comando da instituição pode vir a impedir essas práticas”.
Com esse objetivo, expediu recomendação ao Comando-geral da PM para que instrua seus policiais a agirem dentro da legalidade (por exemplo, só ingressarem no interior dos territórios das comunidades munidos de mandado judicial) e sem qualquer abordagem de cunho coativo ou intimidatório. Foi recomendado ainda que os policiais não utilizem armamento pesado contra comunidades pacíficas, evitando-se qualquer ato que configure abuso de autoridade.
Para o procurador, “no ambiente democrático em que vivemos, essas atitudes policiais são absolutamente intoleráveis. A Polícia Militar não tem a prerrogativa de importunar os cidadãos, acusando-os sem prova e, pior, coagindo-os a prestar informações e ameaçando-os com represálias e retaliações, como aconteceu na operação realizada contra a Comunidade de Lapinha.
“Ou alguém imagina a hipótese de a Polícia Militar invadir o gabinete de um prefeito ou deputado, e, diante de notícias de desvio de verbas públicas, acusá-los dos fatos e coagi-los a prestar informações e confessar. Ou que o mesmo se fizesse em relação a um rico empresário suspeito de sonegar tributos. É óbvio que semelhantes situações jamais ocorreriam, e isso deixa claro que a seletividade das operações policiais realizadas contra os quilombolas apenas reproduzem a histórica opressão às pessoas carentes e às comunidades tradicionais”, lamenta André Dias.
Direito preexistente - O MPF lembra que é a própria Constituição que assegura às comunidades quilombolas o direito de propriedade definitiva das terras por eles ocupadas. O problema é que a inércia do Poder Público tem postergado a realização dos processos administrativos de reconhecimento, delimitação e titulação definitiva dos territórios, o que dá causa a inúmeros conflitos com fazendeiros que, com o uso da força e intimidação, se estabelecem no local.
“E o mais grave é que a titulação definitiva das terras tem natureza meramente declaratória, pois o direito preexiste a esse título ”, lembra o procurador da República. “No entanto, o que vemos é que, 22 anos após a entrada em vigor da Constituição, pode-se contar nos dedos os processos de reconhecimento que foram concluídos. Essa situação seria um escândalo em qualquer sociedade, mas como se trata de cidadãos humildes, a quem comumente são negados serviços e condições básicas à sua sobrevivência, ninguém se importa. Pelo contrário, eles são freqüentemente expostos a intoleráveis humilhações e ofensas aos seus direitos fundamentais cometidas por fazendeiros e, o que é lamentável, também por agentes públicos”.
A ação pede que o valor da indenização, no valor mínimo de quatro milhões e meio de reais, seja revertido em favor das comunidades parara o custeio das despesas dos respectivos processos de regularização fundiária.
Assessoria de Comunicação Social - Ministério Público Federal em Minas Gerais
(31) 2123.9008 - No twitter: mpf_mg
Prefeito Márcio Lacerda privatiza 81 bens públicos de Belo Horizonte - Carlos Alberto Cândido *
Notícias 19/11/2010|Artigo -
Está no noticiário, mas ninguém parece ter se dado conta da importância do fato nesta cidade de imprensa submissa: o prefeito Márcio Lacerda (PSB) vai promover a maior privatização de bens públicos que Belo Horizonte e talvez qualquer cidade brasileira já viu. Serão 81 imóveis municipais, que irão a leilão, inclusive o Mercado Distrital da Barroca e a mansão residencial do prefeito, localizada às margens da Lagoa da Pampulha, próximo do Museu de Arte, e que tem um painel de Guignard. A informação é que o painel será retirado, mas até que isso aconteça, é melhor desconfiar.
O pior, porém, é ver dezenas de terremos desocupados, com tamanhos variando entre 1 mil e 10 mil metros quadrados, segundo notícia do Estado de Minas, se transformarem em mais espigões. Se tem uma coisa de que Belo Horizonte não precisa hoje é que áreas públicas se transformem em empreendimentos imobiliários. Muito melhor seria ver esses lotes virarem praças e parques, para lazer da população, com muitas árvores para ajudar a despoluir o ar. Ao contrário do que se diz, Belo Horizonte tem pouquíssimas áreas verdes; tem muitas árvores, mas elas estão nos passeios.
Para piorar a situação, o prefeito gosta de privatizar espaços públicos, como fez com a Praça da Estação, cujo uso agora só se dá mediante pagamento de aluguel. E gosta também de transformar áreas verdes em empreendimentos imobiliários, como está fazendo com a Mata do Isidoro, que será transformada na Vila da Copa, visando a abrigar delegações para a Copa da Fifa.
A privatização dos espaços públicos será certamente a marca do mandato do prefeito empresário, que tenta administrar Belo Horizonte como uma empresa: o que não dá lucro – cultura, por exemplo – não tem serventia. Não à toa recebeu vaia monumental do maior auditório da cidade, o Palácio das Artes, durante o Festival Internacional de Teatro (FIT), em agosto passado. Já tinha passado por isso na festa de encerramento do festival Comida di Buteco, em maio.
Empresário da cidade, o prefeito atua como auxiliar do capital, que destrói rapidamente todos os espaços vazios da cidade, derruba casas, escolas e até clubes – como acontecerá, ao que tudo indica, com o centro de lazer do América, no Bairro Ouro Preto – para erguer no lugar enormes edifícios.
É dever da prefeitura conter a especulação imobiliária, em defesa da qualidade de vida para os belo-horizontinos. Em vez disso age ela também a favor da deterioração do município. A intenção, diz a notícia, é fazer um caixa de R$ 200 milhões. O mercado vale no mínimo R$ 19,5 milhões; a casa do prefeito, R$ 1 milhão (só? Este é o preço de um apartamento na zona sul…). O governo FHC mostrou o que acontece com dinheiro de privatizações: desaparece sem trazer nenhum benefício social.
É incrível que nenhum representante dos belo-horizontinos, nenhum vereador, nenhuma organização da sociedade tenha ainda se levantado contra a realização desse crime contra o patrimônio público, movendo, inclusive, uma ação na justiça.
* Jornalista - Retirado do Portal Minas Livre

